22 de fevereiro de 2017

Histórias de Sucesso

...Via do Sucesso


Riffer supera dificuldades e aponta a via do sucesso

A capacidade de resistir ás adversidades, apontada entre as principais qualidades dos empreendedores, é, para a empresária Cléo Rinaldi, a melhor explicação de seu sucesso. Proprietária da Riffer, confecção infantil de São José do Rio Preto que produz atualmente cerca de 50 mil peças por ano - com fabricação e gerenciamento altamente profissionalizados - Cléo se orgulha de ter avançado por inúmeras barreiras, como a dificuldade para obter tecido e de ter de costurar sozinha nos primeiros anos de existência de sua empresa.
"Hoje em dia os fornecedores de matéria-prima se esforçam para nos convencer de que têm um produto diferenciado. Mas, no início, quem poderia acreditar que, após dois ou três meses, nós teríamos vendido a produção e poderíamos pagar as contas", recorda. E a resposta, segundo a empresária, está nela mesma. "Só quem acredita no próprio trabalho e enfrenta as dificuldades pode crescer. Mas também contamos com a ajuda de um bom amigo, que nos incentivou a abrir a empresa".
Início
O gosto de Cléo pela moda começou ainda na infância, quando aprendeu a costurar numa máquina a pedal para ajudar a família. Suas primeiras criações foram roupinhas de boneca, brinquedo que só ganharia aos 11 anos.
Após ter estudado e concluído o curso de artes plásticas, ela começou a dar aulas em uma escola infantil e, para completar o orçamento da família, recorria a sua antiga habilidade. "lecionava de manhã e costurava à tarde, para as professoras. O marido da diretora, que era gerente de vendas de uma confecção, admirava meu trabalho e foi o maior incentivador para a abertura do negócio, em 1986".
A falta de recursos levou a empresária a ser pioneira na terceirização de serviços em sua região, mas foi apenas o início das dificuldades. Com a alteração do plano econômico, em 1992, a nascente empresa foi à falência, e voltou a funcionar com a ajuda de familiares da proprietária. Poucos anos mais tarde, em 1997, a própria Cléo sofreu o que seria a maior prova de sua vida. "A perda de um filho fez com que as minhas ,criações ficassem escuras, tristes, e emperrassem nas prateleiras. É impressionante como os negócios refletem o espírito de seus dirigentes", testemunha.
Segundo a empresária, o reinício da firma aconteceu lentamente, ao longo dos anos seguintes. Em 2003, a empresa contratou um gerente de vendas, profissionalizou outros setores como a cobrança e focou sua produção em roupas para crianças maiores. "O ganho de conhecimento também foi fundamental por todo esse tempo. A cada dia preciso fazer mais cursos, de qualidade, de tendências da moda, e viajo anualmente ao exterior para avaliar o mercado", diz a empresária. A Riffer conta hoje com 20 funcionários e 15 distribuidores.


Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO & INDÚSTRIA
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